terça-feira, 14 de janeiro de 2014

E mais uma vez a mágoa me tomou.
é como uma névoa negra que esmaga meu coração expondo para fora como trovão toda a dor, o medo, o aguaceiros, os receios e todos esses sentimentos que guardo.
Eu os guardo de uma maneira tão bem guardada, e vou me enganado que não os tenho, que não existem. Mas quando vejo que ainda estão lá eles me castigam...
Pouco a pouco me dominam e me arrastam, me puxando para esse buraco escuro que inunda minha face e me desespera. Perco o sentido do real e do delírio nessa tristeza que mais parece um pagamento.
Porque não os sorrisos?
Porque tem que ser desse jeito tão sofrido. De certo, e muitas vezes ouvi dizer, que é o tal amadurecimento.
Mas será que merecemos tanta dor?
Será que merecemos estar sós para enfrentar toda essa tempestade. Ou será que não damos valor as pessoas certas, para que essas pudessem estar conosco nessa hora?
Essa lágrima que agora escorre, ela desce quente... vai rasgando minha pele como se a dor fosse percorrendo meu corpo e me mostrando o tudo que guardei.
E eu vou me enganado, pensando que vai passar, mas ela me toma e meu pranto inunda meu dorso que, agora encharcado, clama por calma, por paz!
Que mundo é esse que nos tira as bases e nos deixa desesperados sem saber como prosseguir. Que Deus é esse que permite tanta dor?
Não castigue mais.
Faça com que eu aprenda, mas me auxilie para que não doa tanto.
Se for merecedora dessa dor, faça com que ela seja fatal, não me mate aos poucos como tem sido.


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