quinta-feira, 21 de abril de 2011

 O vento que hoje sopra desapercebido, se encarrega de transpor toda a mágoa e dor existente. Logo o raio de sol mais puro, inundece nossa alma, robustecendo nossa coragem de seguir adiante. Pois o caminho não está trilhado com flores, mas sim fértil para ser plantado.
                                                                            KT

Falta sanidade em um corpo turbulento!



Hoje eu precisava de um afago
De alguém que cuidasse de mim.
Mas ninguém esta aqui, e resta-me
Apenas alguns livros , e uns poemas soltos.

Hoje eu ansiava um beijo
Daqueles doces e molhados
Que depois de certo tempo
Fazem-te crer que estão extintos

Amanha certamente eu irei querer outros
E outros, e outros, e ...
Somente cessará este anseio
O dia que estiveres aqui
E assim, poderei sentir teu corpo
Moreno, suado, grudento molhado
... diante do meu

Queria a lua timbrada
Que se faz paisagem na aguada
Da sanga onde me criei
Fazendo dos aguapés, morada

Ambicionaria que houvesse
Uma face tão doce
Igual as tarde debaixo da parreira
Ao desfrutar das prosas e mates-doces

Pois sabem eles, os mais velhos
O quanto o vento prospera
Mudando o rumo anunciando
O final da primavera

E se teus olhos estivessem aqui
Eu os diria, ditosa, que minha alma
Ainda sente o bel perfume
Que envolvia seu corpo, rastejando sobre o ar...

Se por ventura soubesses o quanto aprecio
Uns olhares vibrantes alem da imagem, alem da foto
O meu olhar, este do campo...
O olhar que atribui às qualidades,
Nas falhas mais incrédulas.

Queria desculpar-me pela franqueza,
Por falar em sentimentos,
Em um mundo...
Onde os homens, não tem tempo para a alma
Onde, estes, não vivem no meu tempo,
Ou talvez nem saibam o que é viver!

Se ainda sobrar alguns minutos
Aspiraria alertar que existe um coração
Que ele ainda bate,
curioso não?

Esta batida, que por horas desejo que pare
Que não lembre-me que está presente
Que me transponha para este tão sonhado paraíso
Que me faça flor, e leve-me depressa deste lugar

Lá há amor, lá eu poderei falar deste sentimento
Tal sufocador que consome minha alma
Que libera meus pensamentos as nuvens
Que busca a lua cheia no olhar de cada pessoa
Que espera o sorriso puro de cada criança
E a lágrima tem tal poder,
que inunda a sanga dos olhos, em segundos...

Quero voltar a sentir o aroma
Aquele o qual preenchia minha alma
Que ofuscava meus medos
Que partilhava minhas alegrias
Que eternizava meu sorriso

Quem sabe eu esteja mesmo louco,
Ou talvez eu ainda aprenda que sabemos voar

Preciso mesmo, é observar o mar
Preciso mesmo é acalmar meu peito
E transpor os meus sonhos, nos atos mais sublimes
Lapidando meu pranto, e enxugando minha alma

Aguçaria minha sanidade
Diante de uma onda
Aos estalidos de um bom bolero
No vislumbrar  do enamorado luar poente

Faria dos que me rodeiam a felicidade
E usaria a mirada para vislumbrar o sopro do vento
Tentando não serrá-los diante da névoa
Que se encontra presente nas manhãs frias de julho.

Pois um dia você descobre que é preciso esquecer
Para ter forças para seguir em frente
E percebe que nada é de tamanha importância
Que não se aprenda a viver sem!

Logo... Logo conhece pessoas como você
E compreende que às vezes rumou pelo caminho adverso
Buscando o entendimento de algo impuro
Que nem você mesmo, é conhecedor.

Em seguida divulga que há pessoas incríveis
Omitidas, ofuscadas por detrás de palavras nobres
De olhos sensíveis
De digitações doces e inocentes
De corações puros e imensos
Que pensam como você
Que almejam, tanto quanto você...

E mais...

Percebe com o decorrer da caminhada
Que, esta, pela história contada
É o mundo o qual vive, e
Que poucos têm o encanto de vislumbrá-la
como a mesma realmente é!
E você por sorte, é um deles...


* PS: Escrevi isso nesta madrugada de quarta para quinta, logo adianto que poderá haver modificações, pois está crua e descontrolada...

Precisava desabafar e eis a tradução do que estava sentindo, e claro um pouco dos meus devaneios que não fazem mal a ninguém.
                                                                   KT

domingo, 17 de abril de 2011

        Aprenda!

Se às vezes sou desligada
Aprenda a me fazer ligar
Eu apenas finjo que ver você
 É a coisa mais natural
Se eu chego séria
Aprenda a me fazer sorrir
Porque na realidade é sempre assim
Que eu quero estar com você.
Se apresento apressada
Aprenda a me pedir para ficar,
Porque no fundo eu não quero deixar você mudar.
Se eu insinuo alguma dúvida,
Aprenda a me fazer crer.
Eu preciso sentir que em você existe a certeza de mim.
Se eu magôo você,
Aprenda a me fazer perdoar.
Creia que eu sofro, duplamente com isso.
Se você fala e eu ironizo.
Aprenda a calar,
Assim, você me dará a oportunidade de um gesto.
Se digo que TE AMO,
Aprenda a ouvir isso...
Porque é a primeira vez que estou falando de amor.
Se eu me mantenho calada,
Aprenda a ler nos meus olhos.
Eles jamais conseguirão mentir...
E se alguma vez eu lhe pedir para aprender alguma coisa.
Não diga nada...
Dê um sorriso,
E eu aprenderei a ler no seu sorriso.
Que você me ama.


Diário de Fernanda Conceição!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

          Alma Pensante

Palavras soltas

em noites solitárias.

Momentos em que eu precisava

de alguém que me olhasse nos
olhos e me dissesse
que a dor iria passar.

Que me proporciona-se um afago doce
e cantarolasse palavras bonitas ate eu dormir.
Num mundo onde as andorinhas cantassem
ao meu ouvido.

Onde os homens esquecessem 
as armas e usassem
rosas vermelhas em seus lugares..
Bom seria mesmo se não houvessem
limites, que fosse-mos livres
Como as borboletas,  com o odor
das violetas.

Ter o aroma do lírio, a semente que sorve
florindo  os pastos, encantando os olhos.
Carregar o brilho no olhar
como uma chama, um vulcão.
Escutar o vendo que soa nos ouvidos
entender a magia de seus ruídos

Eles hoje berram
Passar, contudo, a compreender  
que o ritmo das batidas somos 
nós quem ordenamos
Aprender a vislumbrar a beleza
de um desabrochar em seu tempo limite.
Passar a noite desfrutando
das geometrias estrelares
como as do teu corpo
Ressaltando as cores e os sabores, com 
a textura molhada de teus lábios, 
o riso meigo e tua fala mansa.
Olhar pela janela e observar a tranquila
paisagem, que la fora se estabelece.
Recitar um poema de amor, onde o
aflorar do sentimentos esteja em alta.
Poder sussurrar aos teus ouvidos 
a magia do meu sentimento.
Acariciar teu cabelo,
detectar  teu cheiro, aquele o
qual não sai da minha mente nem
por um milésimo de segundo
O que me enlouquece só em ser lembrado.
Talvez hoje eu precise mesmo de tua fala mansa
Todavia, apenas a brisa já me recompensa.
Lembro da tua pele aveludada tocando na minha
como uma pena suave...  
Os teus olhos cegando os meus, 
ofuscando tudo ao redor...
Teu semblante no espelho da sanga
brilhante sereno como a lua pontiando o céu.
E hoje são apenas palavras soltas, pois o que muito pertenceu-me antes, não cabe-me mais!

Katherine Hernandorena