quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Acho que era maio de 2006, eu sempre esqueço o dia, mas lembro do mês!

Dia difícil... Na verdade mais fácil do que os últimos 4 anos.
A cada ano que passa é mais distante a lembrança de uma perda significativa. Os detalhes vão se perdendo, as minúcias ficam esquecidas e restam apenas imagens, poucas imagens de um dia lastimável.
Estava frio, eu estava deitada a espera de uma boa noite de sono e uma manhã de notícias positivas, pois desde então a cada dia que se passava a situação parecia se agravar, nem mesmo uma água milagrante revigorou nossas expectativas.
Parecia que tudo se encaminhava para um fim, mas eu muito jovem, não que hoje seja muito adulta, não absorvia com tanta facilidade, e acreditava que tudo acabaria bem.
Não foi o caso, era madrugada quando fui abordada pelo meu pai e meu irmão, eles me pediam força, todavia ainda um pouco sonolenta acreditava estar sonhando... Bom na verdade só fui perceber o acontecido alguns meses após o ato.
Quando perdemos alguém significativo em nossa vida é difícil que haja a assimilação facilmente. De fato não sou uma exceção, pode acontecer com qualquer pessoa, e geralmente é bem pior que o meu caso. Não que ache fácil, a dor é interminável, porém com o decorrer dos anos, essa dor passa a virar lembranças, e o coração cansado de tantas amarguras, concede espaço para novas portas, novas aprendizagens, novas felicidades e também novas pessoas, as quais passam a ser tuas novas companheiras.
Ela era única, tinhas seus defeitos, lógico, mas não sei como conseguia ser tão perfeita pra mim... “Talvez o fato de amar loucamente uma guerreira trapalhona, uma mãe ” amiga mais velha” e por ai se ia.
Hoje, por fim, estou morando com alguns anjos que entraram na minha vida, que por serem anjos esquecem-se as vezes que são humanos e que podem errar. Tentam ser perfeitos, quando a perfeição nem é o mais importante, tentam ser educados, enquanto as palavras saem como um trovão. Todavia mais acertam do que erram, e eu aprendo muito com isso.
          Mas em meio a isso tudo, vocês devem estar se perguntando onde entra o meu pai nessa história. Na verdade ele não entra, esta sempre de passagem, algo meio esquisito. Mas sabe é o jeito dele, meio “resbaloso” se  é que podem me compreender.
Meu pai, o Pedrão, foi embora de casa após uma bela conversa, que eu pouco entendi. Mas que com o decorrer dos meses tudo ficou mais claro. Era a separação, eles tinham mesmo se separado. No ato não compreendi, achei uma loucura, mas após alguns anos percebi que foi uma decisão sábia, pois além das brigas não era mais sadia aquela união.
Os anos foram se passando, e aqui estou eu. Há pouco tempo fiz uma prova para o vestibular e para minha surpresa, fui aprovada, cheia de sonhos, medos, aventuras a cumprir, compromissos a encarar, uma parcela de coisas.
Queria muito dividir esta notícia com ela, mas não é possível. Hoje dia 22 de dezembro, estaria completando  46 anos... 
Mas sabem de uma coisa, sei que ela esta orgulhosa, e os tais anjos que citei anteriormente, eles já cumprem esse papel. Hoje é com eles que compartilho esses momentos, e se a vida nos proporciona caminhos de perdas, ela também nos fornece destinos de glórias.  E cabe a nós sabermos dançar conforma a música está sendo tocada. Perdemos pessoas, ganhamos outras, assim é o ciclo.
         Acho que estou mais leve, precisa falar, já que não tem ninguém aqui, preferi escrever!

Beijos e até logo.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

 História surpreendente!

Ela nem sabia como começar a relatar. Simplesmente estava apavorada, abismada, entrando realmente em parafusos.
Achava que tinha feito a maior burrada da sua vida, ou talvez não!
Descobriu um sentimento, em meio a tantos outros, um mais forte que havia já ela dado-se o luxo de sentir.
Calma, ela jurou que ia explicar.
Estava ela, olhando suas atualizações do blog, quando de repente uma postagem lhe chamou a atenção. Foi lendo, foi vivendo aquele momento, foi então que dispararam-se seus batimentos, sufocando-a, mas persistia ela lendo aquele relato...quando terminou, já debruçada em lágrimas, leu: “E estas são minhas últimas palavras” .
Chorou tanto que seu pranto foi a confundindo o pensamento até que teve de se deitar um pouco. Olhou para o lado e estava lá, a experiência que tinha feito, lembrou-se dos momentos,  até reviveu alguns, chorou mais um pouco...
Existem coisas, na verdade pessoas, que passam na vida dos seres despercebidas em meio a multidão, na verdade a falta delas pouco nota-se, todavia há outras que deixam uma marca como uma cicatriz, uma estria na pele humana, no sentimento e até mesmo na alma.
Algumas pessoas podem não entender o que esta sendo passado, mas estava ela relatando, ainda abismada, ainda incrédula, o que estava vivenciando.
Quiçá ela nem tenha notado o que era entregue, contudo sabia os riscos e as eventualidades. Estava convicta que estava diante de algo que pensava longe, que tinha sonhos longos, que sempre queria mais, mas que também chorava como uma criança ingênua e arisca.

Foi além, leu novamente aquele relato que intitulava-se por “Apenas um engano” escrito em 13 de dezembro de 2010, uma segunda feira... Procurou algo mais, mas as palavras eram claras E estas são minhas últimas palavras”... hesitou por uns segundos, e só teve coragem pra relatar o acontecido após três dias já tendo se passado...

Sabia ela que não era a melhor pessoa do mundo para registrar o acontecido, pois quando a mesma está confusa, ou apavorada - que era o caso - ficava enrolada com as palavras e até conseguia demonstrar o que estava sentindo, mas não com tanta facilidade!

Todavia, pensava ela que era melhor assim, pois...

      

- Ela é nova e esta entrando na faculdade!
- Ele esta se formando
- Ela quer conhecer o mundo
- Ele já conhece boa parte
-Ela chora quando se machuca
-Ele consente e até deixa escapar um sorriso
- Ela é confusa e não tem medo de arriscar
-Ele gesticula, pensa nos prós e contras
- Ela sonha em aprender a tocar violão, ou porque não violino!
- Ele da aulas
- Ela sonha em sumir no mundo e o conquistar
- Ele quer uma família e um bom vinho
- Ela perde-se em seus pensamentos e acha isso muito surpreendedor
- Ele procura sempre uma explicação óbvia para o inevitável
...
E assim os argumentos vão se contradizendo. Pessoas erradas na hora certa, pessoas certas na hora errada... Ela só quer ser adolescente enquanto pode e ele, mesmo tentando acompanha - lá já não surpreende-se das descobertas que a mesma faz...

Pena que foram suas últimas palavras...E por visto as dela também!

Katherine Hernandorena

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Assim foi melhor!

Amor, nem sei se ainda posso te chamar assim!
Sabe... estes últimos três dias foram os mais longos dos meus últimos anos. Tenho a impressão de ter passado uns seis séculos ou mais, engraçado não?
E este telefone, que por mais que permaneça grudado ao meu corpo, simplesmente não da um mísero sinal... Angustiante! Jamais imaginei que seria tão difícil esperar por alguém com tamanha intensidade, pois achava eu que já havia gostado antes, mas a vida entorpece e nos mostra que tudo que havíamos pensado ou cogitado anteriormente, era ilusório. Talvez sim gostado poderia até ter gostado, mas amado... é isso nunca havia feito, sentido.
Simplesmente um sentimento único, que até poderia descrever, mas certamente faltariam palavras pra isso, faltariam argumentos e após muitas tentativas me calaria.
Insano! Lágrimas que por caírem, hoje doem, hoje são verdadeiras, hoje, estas tais lágrimas, são o reflexo do sentimento que por estar contido, na tentativa de fazer algo para que todo este caos mude, caem delicadamente como uma cachoeira berrante em seu leito.
Queria eu poder demonstrar tamanho amor que guardo, todavia parece inviável. Estas noites que não te tive para receber um  boa noite, ou até mesmo aquela mensagem que eu sabia que quando acordasse ela estaria ali... Restou-me a esperança a qual me agarro como um terço. Esperança essa que me enche de desespero a cada segundo que aguardo um sinal, uma palavra, um gesto, um oi.
Dormir já não me parece digno, ao deitar todos aqueles pensamentos me envolvem a cabeça, e ficam sobrevoando e não sei se te espero, se findo com esta angustia, eu simplesmente me perco...
Fico olhando aquelas fotos horas por dia, lembrando teus braços envoltos ao meu corpo, ouvindo nossos juramentos como se fossem óperas aos meus ouvidos, música que soa com tanta clareza que me parece realidade, é então que acordo e percebo que estou demasiada em ilusões e que nada passou de uma utopia desta minha mente frágil.
Queria tanto que entendesses tudo que até agora tentei te falar, tentei de um modo meio abstruso te demonstrar. E saiba que ainda estou tentando, eu ainda não desisti. Posso estar errada, eu mesma jurei não fazer isso, mas faço porque sei o tamanho da grandeza que é este sentimento todo aqui dentro de mim!

“ são detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes pra esquecer, e toda hora vão estar presentes você vai ver ”

Quando bate a saudade, eu pego as cartas eu leio eu releio, aspiro bem fundo o perfume o sei cheiro na fotografia que “nós tiramos”.
Quando bate a vontade eu fecho os meus olhos me vem o teu rosto, teu sorriso meigo a tua voz o teu rosto, ah como eu queria poder te abraçar... te tocar. Você inspira poesia, na hora do almoço, de noite ou de dia. Na fila do banco, no banco da praça, esqueço do tempo nem noto quem passa. E o tempo não passa, olhando pra lua na beira do lago não vejo à hora de estar do teu lado, deitar no teu colo poder te acariciar!
Sabe, queria te dizer inúmeras coisas, mas simplesmente a única dupla de palavras que poderia decifrar tudo o que eu sinto tudo que se passa aqui dentro de mim, tudo que me locomove, tudo que me inspira tudo que me encanta, tudo que me da forças... as únicas palavras capazes de fazer isso são:  TE ADORO... isso basta!

Graças a um amigo, que mesmo distante, mesmo sem ter me fornecido uma palavra me ajudou e muito! fez com que eu tomasse coragem e fizesse o que em minha mente estava ordenado e que meu coração palpitava em fazer ! obrigada... se quiserem conhece-lo eis o blog:  http://coisadeguri.blogspot.com/

E tenho dito! aushuahs

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

                 Bom pessoal... andei meio sumido por um tempo, sem postar absolutamente nada, mas aconteceram tantas coisas nestes últimos tempos! Final do ano letivo, vestibular, ENEM, Enart, formaturas...tantas coisas que se eu contasse com certeza vocês não acreditariam. Andei parando para pensar em tudo que me continha, em tudo que me rodeia... Descobri pessoas, descartei outras, algo que já devia ter feito a muito tempo.
                Bom prometo atualizar com mais frequência, espero que não tenham desistido de mim

Beijos meus queridos!

sábado, 31 de julho de 2010

Sabe as coisas mais simples? como tomar banho de chuva, um abraço apertado, uma amizade verdadeira, um olhar diferente, palavras sinceras, olhar pro céu, contar as estrelas, um sorriso, andar de mãos dadas, um amor verdadeiro... Então, é NISSO que eu reparo, e é DISSO que eu gosto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

 Eu desabafei!


Toda a minha vida, aliás a minha pouca vida, procurei  pessoas que me dessem segurança, amigas que me fizessem rir, amigos que soubessem meus anseios, meninas que fossem parceiras... Procurei algo tão banal e acabei encontrando.
Vivi momentos únicos, partilhei de aventuras inigualáveis, comi comidas saborosas, lambuzei-me de sorvete inúmeras vezes, chorei apenas por chorar, sorri mesmo sem saber do que...
...Todavia tive perdas também, quem não tem não é mesmo? Perdi pessoas que eram minha base, perdi amigos, perdi cachorros, papagaios e caturritas, é perdi, mas embora tivesse perdido  o que me era essencial, ganhei muitas  em troca... amigos, família, é bichos não, uahsaus.
Fui redescobrindo como as musicas encantavam os ouvidos e descobri em um exato momento a magia da primavera. As flores desabrocham sabia? Eu nem pensara nisso, elas sempre fazia aquilo naquela época, porque eu ia de me importar. E os pássaros, tamanha beleza que carregam em cada batida de suas asas, como fui tola em ofuscar meus olhos...
Meu afilhado, á alguns meses atrás durante uma caminhada para sua escola, perguntou-me o porquê as pessoas corriam tanto... Achei estranho para uma criança de 3 anos me fazer esta pergunta, mas respondi: “É porque elas estão trabalhando, não podem perder tempo”, ele voltou a falar; “ Então é por este motivo que elas não brincam na pracinha, nem passeiam como nós fazemos todo dia”...parei por alguns minutos pensativa, diante daquela afirmação percebi o quanto as pessoas correm durante o dia, e ao termino de seu expediente, saem cansadas diretamente para suas casas e nem param para olhar um por do sol... Talvez se prestassem uma mínima atenção em um beija flor, em um pássaro que rompe o céu lá no alto, se sentissem o cheiro que a flor propaga, se saíssem do stress de um dia difícil e fossem tomar um sorvete, bom nos dias frios que estão fazendo aqui no sul, um chocolate quente é bem mais apropriado!
E necessário que essas pessoas vejam a beleza que ainda nos é fornecida. Quem vê pela primeira vez com os olhos limpos, consegue sonhar e até mesmo ilusionar um mundo melhor....deixem que as andorinhas os acordem na janela, que as flores perfumem as tardes mais cinzentas, que até mesmo o sorriso de uma criança faça repensar momentos que nunca mais irão voltar.
As crianças sabem, elas sentem e vivem todos os momentos como se fossem únicos!
Permita-se voltar a ser criança um dia desses!

( Katherine Hernandorena)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Une todas as coisas como eu poderia explicar um doce mistério de rio com a transparência de um mar ?
Une todas as coisas quantos elementos vão lá ... sentimento fundo de água  com toda leveza do ar
Está em todas as coisas até no vazio que me dá quando vejo a tarde cair e ... não está
Talvez  saiba de cor tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar !
Só precisa existir para me completar
Une o mar com o meu olhar
Une as quatro estações
Une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido une amigos ao meu redor
Só precisa existir para me completar

A Avenida das Lágrimas

Quando a primeira vez a harmonia secreta
De uma lira acordou, gemendo, a terra inteira,
- Dentro do coração do primeiro poeta
Desabrochou a flor da lágrima primeira.

E o poeta sentiu os olhos rasos de água;
Subiu-lhe â boca, ansioso, o primeiro queixume:
Tinha nascido a flor da Paixão e da Mágoa,
Que possui, como a rosa, espinhos e perfume.
E na terra, por onde o sonhador passava,
Ia a roxa corola espalhando as sementes:
De modo que, a brilhar, pelo solo ficava
Uma vegetação de lágrimas ardentes.Foi assim que se fez a Via Dolorosa,
A avenida ensombrada e triste da Saudade,
Onde se arrasta, à noite, a procissão chorosa
Dos órfãos do carinho e da felicidade.Recalcando no peito os gritos e os soluços, 
Tu conheceste bem essa longa avenida,
- Tu que, chorando em vão, te esfalfaste, de bruços, 
Para, infeliz, galgar o Calvário da Vida.Teu pé também deixou um sinal neste solo;Também por este solo arrastaste o teu manto...
E, ó Musa, a harpa infeliz que sustinhas ao colo,
Passou para outras mãos, molhou-se de outro pranto.


Mas tua alma ficou, livre da desventura,
Docemente sonhando, as delícias da lua:
Entre as flores, agora, uma outra flor fulgura,
Guardando na corola uma lembrança tua...
O aroma dessa flor, que o teu martírio encerra,
Se imortalizará, pelas almas disperso:
- Porque purificou a torpeza da terra
Quem deixou sobre a terra uma lágrima e um verso.
Teu romantismo bebo, ó minha lua,
A teus raios divinos me abandono,
Torno-me vaporoso... e só de ver-te
Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.
 

               (Álvares de Azevedo, “Luar de verão”)
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade! 
                                                             
(Olavo Bilac)
Oh! ter "Dezesseis" anos sem gozar de leve
A aventura de uma alma de donzela!
E sem na vida ter sentido nunca
Na suave atração de um róseo corpo
Meus olhos turvos se fechar de gozo!
Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas
Passam tantas visões sobre meu peito!
Bate meu coração com tanto fogo!
Um doce nome de mulher...e vejo lânguida
Seminua, abatida, a mão no seios.
Perfumada visão romper a nuvem,
Sentar-se junto a mim, nas minhas pálpebras
O alento fresco e leve como a vida
Passar delicioso... Que delírios!
Acordo palpitante....inda a procuro;
Embalde a chamo, embalde as minhas lágrimas
Banham meus olhos, e suspiro e gemo...
Imploro uma ilusão... Tudo é silêncio!
Só o leito deserto, a sala muda!
Amorosa visão, mulher dos sonhos,
Eu sou tão infeliz, eu sofro tanto!
Nunca virás iluminar meu peito
Com um raio de luz desses teus olhos?


Álvares de Azevedo( adaptado) 






quarta-feira, 2 de junho de 2010



'Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. Desculpa! Tudo o que vivi foi profundamente!
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os braços, guarda-me apenas uma fresta. Eu que sempre fui livre não importava o que os outros dissessem. Até onde posso ir para te resgatar? Reclama de mim como se houvesse a possibilidade de eu inventar de novo, desculpa. Se te olho profundamente, rente a pele, a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços, a ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos.Eu não vou separar as minhas vitórias , dos meus fracassos.Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente'


( Depoimento da cantora Ana Carolina)





Lá no fundo
Sabe que hoje meu maior desejo era te tocar
Sentir tua pele
Respirar teu perfume
Ouvir a tua musica
Escutar tuas angustias
Hoje, mais que nunca te queria do meu lado
Queria teu sorriso diante de meus olhos
Tua face, angelical, sobrepondo-se no luar
Queria teus passos registrados sobre as dunas
Teu semblante registrado em minhas fotografias 
Eu que sempre busquei por este alguém
Eu que de nada fazia, a não viver de aventuras
Hoje me deparo com a solidão
Com a saudade
Com a dor da perda...
Vi nos passos ressaltados na a beira mar
Tua partida, havia te perdido...
Eu necessito reviver o passado
Sei que é tarde, mas porque tantas tristezas?
Momentos únicos, recordações valiosas
Músicas, contos, poemas, batidas, a brisa tocando em minha face
A euforia relembrando teu ser
o enlouquecimento da mente, o término da concentração, 
a aceleração dos batimentos, o tremor da alma
Como posso ama tanto um ser?
E posso ter perdido-o tão facilmente?
Hoje, só queria olhar nos teus olhos
Sentir tua pele acariciar a minha
Mover teus lábios, tocar tua face,
Afagar teus cabelos, provar do teu fervor
Envolver teu corpo ao meu
Amenizar a dor que existe, permanentemente, dentro de mim
Essa dor sufocante que grita por socorro
Que ofusca horizontes, que berra inquietamente
Na verdade hoje
Eu queria-te ao meu lado!
Katherine Hernandorena

domingo, 23 de maio de 2010






Por você buscaria no céu todas as estrelas, 
pegaria das praias todas as areias, das crianças os sorrisos e toda felicidade, do mar as pérolas e todas as divindades,  buscaria o infinito contaria um conto feliz, 
pegaria as rosas dos mais belos jardins, 
buscaria os pássaros e todos os encantos
e mostraria os sons, 
reuniria todos os anjos 
e diria as palavras mais lindas existentes, 



provaria aqui que o que eu sinto e mesmo infinitamente, 
cantaria as músicas mais lindas de amor, 
derramaria as lágrimas que por mim cê derramo, 
te daria minha vida, construiria uma montanha só sua 
pra que você descansasse perto da lua, isolaria uma floresta onde só você pudesse entra, 
ir ao seu encontro e não deixar de te amar, 
eu levaria todas as alegria que existe, 
naqueles dias em que você se sente triste, 
e aí o lugar lindo especial só pra você, 
onde pudéssemos nós achar e nos perde, 
apagaria o seus problemas, chegaria ao sol 
e pegaria um raio de luz e por você o trazeria, 
acharia o pote do arco-íris e te daria todas as cores 
construiria um jardim com todas as flores.



Eu sei e você sabe já que a vida quis assim 

que nada nesse mundo levará você de mim, 
eu sei e você sabe que a distância não existe 
que todo grande amor só é bem grande se for triste, 
por isso meu amor não tenha medo de sofre 
que todos os caminhos me encaminham a você, 
assim como o oceano só é belo com luar, 
assim com a canção só tem razão cê se cantar, 
assim como uma nuvem só acontece se chove, 
assim como poeta só é grande se sofre, 
assim como vive sem te amor não é vive, 
não há você sem mim eu não existo sem você.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas.
Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envegonhares de teus erros!

(Charles Chaplim)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


De repente você vê que aprendeu várias coisas. Mas não foi de repente, foi aos poucos. "De repente" não quer dizer que você aprendeu rápido. Quer dizer que você não percebe que está aprendendo, até que aprende.
Você olha pra suas fotos antigas e não consegue se enxergar. Você lembra de frases ditas e atitudes tomadas e as trata como se fossem de um outro alguém. Você aprende que não há amor que não acabe, doença que não se cure, não há estrada sem fim. O caminho, sim, é sem fim. Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo. Basta perceber que o seu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma estrada de duas mãos.
De repente, você se sente cansado de tanto aprender quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeando de gente que não aprendeu porra nenhuma. Não te preocupa. Todos aprendem, cada um a seu tempo.
E se tudo isso que você finge não ver é só a ponta do iceberg? Eu acho que muita gente deve estar tendo os mesmos pensamentos que eu, nesse momento. É como se eu fosse um texto em que você só leu o primeiro parágrafo, ou apenas o título, ou até mesmo simplesmente ignorou por não gostar da ortografia do escritor. E eu não falo de dor. Eu falo da angústia que é não sentir nada. Eu falo da vontade de chutar a tua porta com as duas pernas e gritar uma porção de coisas nos teus ouvidos até você acordar assustada. Isso já te faria me conhecer um pouco melhor, e saber do que eu sou capaz. E talvez seja só um problema de auto-estima.
É melhor acreditar que são apenas os astros conspirando. No entanto, às vezes me pego pensando que talvez eu esteja conspirando para agir conforme essas estrelas definem. Está nublado e nunca quis tanto tentar ver o que há atrás dessas nuvens. Quem sabe, dormindo, eu possa te encontrar onde o ar é rarefeito. E pode ser aqui mesmo, em terra firme, pois tua presença, por si só, toma todo o meu ar...