quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Sina das luas

Nos rostos mais lindos, o tempo estampado
Retorna o passado de prenda bonita
são damas senhoras, menina flor
e um sonho de amor, nas vestes de chita


Os bordados no catre faziam melodia
Pra força guerreira dessas marias
Vertendo dos lábios o amor por inteiro
E sonhos tropeiros, ao declamar poesias

No espelho da sanga reflete o legado
No catre esboçado a sina das chitas
Semblantes zebrunos de moças guerreiras
De mirar, caborteiras, essas Marias bonitas

Em seus rostos ar doce, ao ventre mirar
Dedilhando o modo de vidas solitas
No ar primitivo, eram damas faceiras
À prosa noiteira faziam-se anitas

E nas flores do campo buscavam o aroma
Ao cortejar os cabelos que o passado esmaecia
Eram olhos costeiros de um pampa sofrido
Era um buquê colorido que o horizonte sorvia

Raçudas, lendárias, xiruas devotas
Regadas do sangue brazino do ser
No ventre traziam a graça das luas
Pra novas chiruas o pago sorver

( Andorinha )

sábado, 28 de janeiro de 2012


 Volveran las oscuras golondrinas

Volverán las oscuras golondrinas
en tu balcón sus nidos a colgar,
y otra vez con el ala en sus cristales
jugando llamarán;

Pero aquellas que el vuelo refrenaban
tu hermosura y mi dicha al contemplar,
aquellas que aprendieron nuestros nombres...
Esas... no volverán!

Volverán las tupidas madreselvas
de tu jardin las tapias a escalar,
y otra vez en la tarde, aun más hermosas,
sus flores se abrirán;

pero aquellas, cuajadas de rocio
cuyas gotas mirábamos temblar
y caer, como lágrimas del dia...
Esas...no volverán!

Volverán del amor en tus oídos
las palabras ardientes a sonar;
tu corazón de su profundo sueño
tal vez despertará;

pero mudo y absorto y de rodillas,
como se adora a Dios ante su altar,
como yo te he querido... desengáñate.
Así no te querrán!
                                                                    
Gustavo Adolfo Bécquer

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


 Leve por ser Levita, 
          leve por ser bonita, 
                     Leve por ser amor


Turgida pétala pálida
Que levecita fez-se pontear
Trazendo a graça da flor nos lábios
Zunindo em coro o abelheiro  fez –se
 Cirandas largas ao vislumbrar
...
Atem olhar a brisa andante
 na piscadela do brando ser
Coincidindo em um destino rude
Por um olhar,cantador, se ilude
Na espera do amanhecer

Levita Peron Poesia
Sina  guerreira, o bosque fez-se florir
E se o adeus, a dor me bate
E se hoje voa livre, parte
Cavalga e luta por tal sorrir!

Voa livre ave sonora,
Mas nunca olvides do teu ninho
Se as cantigas te trouxeram flores
Ao  recobrirem os corredores
Fizeram-se  alinhar o teu caminho

Deixa que em fim as pétalas mansas
Levitarem  em tua face crua
Nunca percas o dom da alma
Pois só assim terás a lua!


Andorinha... 
Nada de métrica, nada de redondilhas... sentimentos
 jogados ao vento em forma de versos crus, intensos
puros,  sinceros...