Meu eu


Esse estranho modo de amar.

As belas flores foram plantadas.
O perfume mais aromático se intensificou.
O desejo e a ilusão uniram-se
Despontando a primeira tarde, iluminada, de primavera
No embalo eufórico das asas de uma borboleta.
Em cada gesto, uma lembrança
Em cada olhar uma saudade
No piscar de olhos o fleche dos inúmeros momentos
E eu que pensei que era feliz
Antes mesmo de te encontrar
Estranho esse certo dom de amar
Algo raro de ser sentido
Mas quando sentido
Impossível de ser negado...
Amor este
Que não respeita barreiras
Que ignora limites
Que sofre tanto por estar longe
Tem medo do futuro
Chora quieto pelos cantos
Mas sonha, e sonha muito
Sonhos tontos, altos, loucos...
Talvez mais desejos que sonhos
Ilusórios e ao mesmo tempo reais
Amor que não pede passagem
Que entra e domina
Que se possível gritaria para o mundo
E nem se importaria com as consequências
Que por ser tão potente,
É capaz de balançar
O dono dos tais batimentos
Com tanta facilidade
Ele que já sofreu tanto
Que tantas vezes andou vazio
Pedindo pra ser habitado
Que ao escutar a outra voz
Euforizava-se de imediato
Que muitas vezes se esqueceu de bater
E voltou imediatamente só em saber
Que sua inspiração estava feliz
Porque isso é amor verdadeiro
Amar mesmo que distante
Sonhar mesmo que não haja mais imagens
E sorrir mesmo com uma lágrima nos olhos
E para o resumo da junção destas palavras
Eis a explicação:
Cada ser ama de seu modo,
Mas todos sentem algo que jamais sentiram



'katherine Hernandorena'