sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Já se foram cinco anos e parece que foi ontem.Lembro como se fosse hoje, quando pedias para eu ter postura, que eu tinha de estudar, pois não havias estudado, logo, não querias o mesmo futuro que tivesses para nós, tuas crias.Entravas na sala com aquele teu olhar iluminado, me chamavas de mana e mesmo sabendo, que as coisas estavam se agravando, não perdias a firmeza e a simplicidade de dizer que " Confia em mim filha, vai dar tudo certo "...Tua coragem, tua bravura, teu senso de humor. Personalidade que mostrava ao mundo que viesses para deixar tua marca, para abrilhantar os olhos dos que por ventura se chegavam o mundo mágico que os rodeavam...  Talvez o  mundo seja mesmo injusto, ou quem sabe os seres é que não sabem viver nesse.
De tudo que aprendi e ainda aprendo, em cada por do sol que aprecio, em cada detalhe do bater de asas da borboleta... de nada valerá termos milhões de olhos que nos cercam, nos cuidam nos amamentam , nada substitui  o dom de um anjo partido... Infelizmente  esse anjo ficará, apenas,  em nossas fotos, em nosso pensamento, no dia a dia, nos momentos partilhados,  no nosso coração !"Viver é a coisa mais rara do mundo, e a maioria das pessoas apenas existe" ... com toda a certeza viveste intensamente, pois rebrotaste a alegria aos olhos dos teus, e fizeste dos caminhos desses um campo protegido, iluminado, e seguro.Fizeste da tua vida um jardim florido, onde apenas as flores mais puras e reais poderiam rebrotar. Te Amarei para Sempre!  Andorinha 


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um baque, um tropeço, uma esbarrada.

Conhecidos através das lides de sarandeios e sapateios onde umas por mais tropeiras honraram a estirpe da mulher gaúcha, vestidas de chitas como nos anos anteriores,  na histórias do presente uma passado de glórias e batalhas, e outras por serem damas e senhoras, graciosamente, carregam a mar do Rio Grande em seus cabelos  entrelaçados, seus olhos marcados e suas vestes fina.
São mulheres, são meninas, que trouxeram ao encontro dois pares de tropeiros mergulhados no destino. Quem sabe o tempo cruze as rédeas dessas domas lendárias que unem aos palcos de batalhas amores a serem vividos!

 Andorinha

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011




Inauguração da Casa da Chácara , por Flávia Corrêa.


                                                                       Foto de Eliana Lúcio

domingo, 6 de novembro de 2011

Flor de tapera

Repontava no céu a névoa perolar
Ressurgia na mata a face de flor
Brilhava nos bosques aguado luar
Enxugava o cerne do cantador

Um olhar...
Bastou apenas um olhar luzeiro
Com os ares cheios de campo,
O verde cobria o terreiro
Que beijava o céu com seu manto

A  brisa, essa que congela a alma
Acariciava sua face em flor
Lembrando o bel encanto brazino
No carmim dos lábios  de amor

Verte no catre a fluente mágoa
Que sorve um amargo nessas manhãs frias
O desejo  de prosa se fez confidente
Diante da lua nessa ventania

E se acaso a luz lúcida do olhar
Reluzir caminhos por arvoredos
Revele em sonho teu aroma em flor
Rebrotando no catre bel dos segredos.

Pois nestas lidas me basta os versos
Que transitam na mente esse meu sonhar
Me deixe contigo fazer redondilhas
Permita que eu cante pra te cortejar

Não chores se um dia ofuscar em segredo
Sem ter por supuesto um dia narrado
Mas as luas revelam a sina dos anos
Transpondo  na face o ser figurado.

Não esqueça chinoca, as juras que fiz
Tampouco as aguadas que hoje enxuguei
O que sinto é sincero, hoje sim eu te quero
Meu amor te venero, e por fim partirei...


Mais nova... Por Andorinha KCH

domingo, 7 de agosto de 2011

Um eu magoado!

Abafado, maltratado, judiado
Não respira, nem bate
Aqui dentro, sofrido
Choroso, calado
Confuso, perdido
Aqui dentro...
Não há nada restante
O tempo muda
Tudo troca de lugar
Pessoas e sentimentos
Uma vida inteira jogada ao vento
Um momento... uma súplica
Um amargo bem sevado
Um pensamento longo
Uma fala arrastada
Olhar caído
Coração partido...
            ...
Aqui dentro uma simples dor
No restante a mágoa e pranto 
Aqui dentro hoje triste,
Amanhã quem sabe um desencanto!

                               KT

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Maktube

Confusões, indecisões, porque ambos sentimentos me consomem de tamanha maneira?
Me perseguem desde que habito este mundo tropeiro, que deixa parceiros e levam outros embora, que carrega pedaços e dilacera outros, que hoje a mim nada vigora.
Esse turbilhão de sentimentos, presentes em meu rastro, envolvido em meu aroma, cicatrizado em minhas veias, apontado em meus dedos, mascarados em minha face...
Eles me consomem, me martirizam, me sufocam, mas me erguem, pois estou aqui para relatar. De fato, a estes sentimentos atribuo a lua e o sol, fatores indispensáveis ao ser que se forma, ao homem que cresce, ao senhor que se parte.
A pouco tempo atrás me perguntava como consegui me encontrar nessa amálgama, nesse desespero. Para explicar melhor, esta sou eu, confusa, imperfeita, impulsiva, melancólica, sonhadora, carente, solidária. Uma ave andante, que mergulha horizonte a dentro, faminta pela vida que irradia nossas manhãs, e ilumina nossas noites... Sim todas essas sou eu, uns dias mais, outros menos, mas esta sim sou em.
Certo dia uma moça me descreveu, ‘’ O que te pertence de verdade, pertence a todos. És menina do mundo, do povo “. Parei para analisar sua discrição e ela realmente estava certa eu sou mesmo do mundo, e nada me pertence por inteira.
Logo, pensar que nada tenho, e o que tenho não é somente meu, fez-me refletir a solidão que esta sina havia se tornado. Comecei então a procurar por algo, a buscar algo... incansavelmente  vislumbrei todos os olhares, todas as oportunidades, todos os beijos, e após tanta procura acabei percebendo que este mundo pertence aos livres, assim como eu. Que ter alguém não significa ser completamente feliz, e que nada, nem ninguém é de tamanha importância que não se aprenda a viver sem.
Em vista disso busquei nas pequenas obras a virtude infinita para viver a vida. As conquistas foram se chegando, e hoje não busco nada, não procuro nada, apenas vivo cada momento como fosse único.
E o que acontecer daqui em diante, que seja eterno enquanto dure.


sábado, 23 de julho de 2011

As aves cantam pra mim, elas realmente cantam!

Te ver tão perto e não poder explicar o motivo da minha ausência, é cruel. Te possuir nos pensamentos sobrevoosos, rabiscados e crer que verei finalmente diante minha face de nuvem, teu sorriso luzeiro repontando no quina portando um mate recém sevado.
Em teus olhos verde campo horizonte mar, alagarás minha alma em pranto e sonho, tuas mão suadas e tremulas ficarão imóveis. Somente após o adeus saberás o destino de tais luas, entenderás o ritmo de tal estrela ofuscada. Verás a cor da flor que, perfumada e tinhosa, repontou teus sonhos com ternura e amor ...” Junto à noite morena levarás a lua de arrasto, pra que desperte em teu rancho o rangido de basto”.
Sendo assim, trocar-se-á luas, rebrotar-se-á os girassóis e as andorinhas voltaram a guiar meu sonhos.
Mostrarei então que nada é por um acaso, relatarei nas redondilhas a formosura dos olhos que mostram no verde pastoso campo a vida labuteira que tanto me agrada. Diante então da luz divina,que banha as manhãs desta tapera...mãos calejadas, olhos cabisbaixos, coração latente, o desejo de preencher teu colo  vazio, e entupir teu preciso tempo com minha fala mansa e cantarolada.
Saberás então que nada mais sou que sentimentos puros e ingênuos, divididos em palavras soltas, repletas de fantasia e amor que brotam em meus dedos como violetas nas janelas puras e tranqüilas desta quinta preciosa. Compreenderás, que minha fala arrastada busca versos em cada cantarolar da andorinha hospedeira que envolve meus ouvidos, dia pós dia...
E por fim, eu desligarei os faróis. Levarei nos pessuêlos a miragem poética da fábula marcante que se ocasionou por esses dias.
E que assim seja!

domingo, 17 de julho de 2011

Pelos carinhos dedico à redondinha mais profunda.
Pelos abraços, ofereço a canção mais singela.
Pelos risos apresento o amanhecer mais radiante.
Pelos conselhos mostro o voar da andorinha mais sincrônico.
Pelas palavras, as mais belas frases já escritas.
Pelos apelos, o beijo mais sincero.
Pela confiança, as batidas do meu coração.  
Pelo olhar, o soar do violino solo.
Pelas lágrimas dedico o sopro do vento, este que insiste em inundar minha alma e balançar teus cabelos.
Pela garra e pela covardia te estendo a mão.  Pela verdade te entrego a alma!
Pelas mágoas compartilho meus ombros e colo.
Aos sonhos dedico a realidade blefante e plena de um sonho inquieto.
E por essas e outras milhões de manifestações te agradeço em verso e apelo. Suplico que não sumas assim, pois será o meu fim te ver em outros braços.

E assim fica nos versos, registrado no pensamento a lástima do momento que se passa neste inverno. Espero que o outono não seja tão cinzento, e que em fim a primavera floreie os jardins dos olhos, 
secando meu pranto que se alastra pelas veias da vida me mostrando o quão forte é este tal de AMOR.

Andorinha...

domingo, 26 de junho de 2011


        ‎"Se tuas redondilhas soubessem o bel prazer que tenho em declama-las, farias decassílabos das suas curvas, numa mirada quase muda de quem pintalga uma obra em fim, pois até o querubim tem gana dos teus versos" (Andorinha)

terça-feira, 7 de junho de 2011

          Florão de donzela

Um dia botão e hoje flor
Um dia mesclada, e hoje vermelha
Por vezes molhada, e hoje seca
Um dia radiante, e outro rastejante
Um dia réptil, e outro borboleta
Pedaços soltos, e outro bem unidos
Sustentados por uma base sólida
E  tranquilizadora...
Um dia bonecas, outro bonecos
Por vezes maquiagem, por outras pele crua
Por encontros, lágrimas... por desencontros também
Sonhos bons, e outros nem tanto
Fantasias de fadas, e outras de vida
Por dias vaidade, por outros necessidade
Futilidades precoces, preocupações maduras
Duas metades da maçã
Duas cores da rosa
Duas fases distintas
Formando a menina, mulher
Metamorfoseando os detalhes fundamentais
Os pequenos e banais detalhes
E nas cores, e na vestes
Vai se transpondo a menina,
Aquela garotinha
Que hoje posso dizer que é mulher
Que muito quer
Que hoje labuta, que hoje busca
Que hoje sente, deprime-se
Por ser muito mais que uma menina
E muito menos que uma mulher.
Veja ela desabrochar!
Sinta o seu perfume,
E aprecie a magnitude de suas pétalas
Chegue mais perto...
Observe suas cores
Veja a vastidão de borboletas
Que a rodeiam
Note-a diante de si
Perante a janela, naquela poltrona velha
Cuide-a, ame-a!
Fique à vontade...
Pois ela é só, por mais que bela, é só
Aprenda a vê-la desabrochar
E, por favor, não se engane de sua existência
Pois esta é letal...
Tenha paciência
Porque somente vendo sua metamorfose interminável
Aprenderás a ver o mundo!
                                                                                                                                Andotinha

domingo, 8 de maio de 2011

As que já partiram, agradecimentos eternos e saudades incessantes
As que persistem, obrigada pela paciência
As que virão, sejam perfeitas da maneira que lhes carece!
As que por ventura partiram nos resta à lembrança, a busca pelas palavras doces, pelos ensinamentos, pelos apelos, apoios, afagos. Distribuídos em um mundo único, envolvido de amor maternal. Esse amor habitante de um ser, que protege, que educa, que defende, que acaricia, que mesmo distante sempre estará presente em nossos corações e em nossas lembranças mais sublimes.
Onde quer que elas estejam, gostaríamos que soubessem que foram únicas, impecáveis na maneira mais fácil de ensinar a amar, fundamentais cedendo as asas primordiais que um dia precisaríamos para voar.
As que persistem, um afago doce. Momento de rever o quão importante é sua existência, o quão difícil seria se não existissem. A falta que faria o almejado abraço doce, e encorajador. A fala mansa suplicando calma e paciência. A desculpa sincera quando invasivas, quando surpresas!
Momento de agradecimento, de gratidão... Se não fosse você cara mãe, não teríamos a graça divina de dar-te netos, não saberíamos caminhar pelo destino, tampouco ousaríamos ir em busca. Não almejaríamos tamanho crescimento, sem um espelho tão valioso, que por amar imensamente, absorve apenas as qualidades, transformando os defeitos em pequenos deslizes.  Que por instinto choram junto,  sofrem amargamente, e amam intensamente!
As que acolheram as palavras não cabem. Tamanho coração, tamanho amor por um ser que, mesmo não tendo saído de seu ventre, torna-se seu. Mulheres estas que protegem muito mais, que amam da maneira que lhes cabe, preocupam-se absurdamente e sonham com nossas vitórias. Mulheres espelhos!  Sejam elas mães, irmãs, tias ou avós, todas fiéis ao compromisso de AMAR!
Nossas melhores amigas, companheiras e observadoras de nossa evolução. Muitas vezes despreparadas, não compreendem tamanho avanço, não distinguem tal crescimento. Crescem junto, buscam junto...
Mães estas amam seus filhos mais que a si mesmas!
Mulheres estas que muitas vezes são mãe, pais, amigas, irmãs mais velha, e mais nova também, confidentes, conselheiras...
Se houvesse uma palavra que resumisse tudo que uma MÃE precisaria ouvir, diríamos OBRIGADA!...
E caso queiram um conselho, aqui ficará a dica!
Não deixe escapar dos olhos o que lhes permite clareza, pois com o passar dos anos, o nítido se ofusca, restando-nos apenas as lembranças que vagam por nossa mente solitária!
Sejam pacientes! Não permitam-se perder o desfrute de tal amor, pois este é único!
A todos estas flores dedico o perfume mais puro, e que todos possam perceber sua verdadeira magnitude.
      Jamais se esqueçam que Deus pode nos tirar a luz, mas sempre nos fornecerá lanternas! Logo, caberá a nós nos adaptarmos com a luminosidade presente!

Feliz Dia das Mães!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

 O vento que hoje sopra desapercebido, se encarrega de transpor toda a mágoa e dor existente. Logo o raio de sol mais puro, inundece nossa alma, robustecendo nossa coragem de seguir adiante. Pois o caminho não está trilhado com flores, mas sim fértil para ser plantado.
                                                                            KT

Falta sanidade em um corpo turbulento!



Hoje eu precisava de um afago
De alguém que cuidasse de mim.
Mas ninguém esta aqui, e resta-me
Apenas alguns livros , e uns poemas soltos.

Hoje eu ansiava um beijo
Daqueles doces e molhados
Que depois de certo tempo
Fazem-te crer que estão extintos

Amanha certamente eu irei querer outros
E outros, e outros, e ...
Somente cessará este anseio
O dia que estiveres aqui
E assim, poderei sentir teu corpo
Moreno, suado, grudento molhado
... diante do meu

Queria a lua timbrada
Que se faz paisagem na aguada
Da sanga onde me criei
Fazendo dos aguapés, morada

Ambicionaria que houvesse
Uma face tão doce
Igual as tarde debaixo da parreira
Ao desfrutar das prosas e mates-doces

Pois sabem eles, os mais velhos
O quanto o vento prospera
Mudando o rumo anunciando
O final da primavera

E se teus olhos estivessem aqui
Eu os diria, ditosa, que minha alma
Ainda sente o bel perfume
Que envolvia seu corpo, rastejando sobre o ar...

Se por ventura soubesses o quanto aprecio
Uns olhares vibrantes alem da imagem, alem da foto
O meu olhar, este do campo...
O olhar que atribui às qualidades,
Nas falhas mais incrédulas.

Queria desculpar-me pela franqueza,
Por falar em sentimentos,
Em um mundo...
Onde os homens, não tem tempo para a alma
Onde, estes, não vivem no meu tempo,
Ou talvez nem saibam o que é viver!

Se ainda sobrar alguns minutos
Aspiraria alertar que existe um coração
Que ele ainda bate,
curioso não?

Esta batida, que por horas desejo que pare
Que não lembre-me que está presente
Que me transponha para este tão sonhado paraíso
Que me faça flor, e leve-me depressa deste lugar

Lá há amor, lá eu poderei falar deste sentimento
Tal sufocador que consome minha alma
Que libera meus pensamentos as nuvens
Que busca a lua cheia no olhar de cada pessoa
Que espera o sorriso puro de cada criança
E a lágrima tem tal poder,
que inunda a sanga dos olhos, em segundos...

Quero voltar a sentir o aroma
Aquele o qual preenchia minha alma
Que ofuscava meus medos
Que partilhava minhas alegrias
Que eternizava meu sorriso

Quem sabe eu esteja mesmo louco,
Ou talvez eu ainda aprenda que sabemos voar

Preciso mesmo, é observar o mar
Preciso mesmo é acalmar meu peito
E transpor os meus sonhos, nos atos mais sublimes
Lapidando meu pranto, e enxugando minha alma

Aguçaria minha sanidade
Diante de uma onda
Aos estalidos de um bom bolero
No vislumbrar  do enamorado luar poente

Faria dos que me rodeiam a felicidade
E usaria a mirada para vislumbrar o sopro do vento
Tentando não serrá-los diante da névoa
Que se encontra presente nas manhãs frias de julho.

Pois um dia você descobre que é preciso esquecer
Para ter forças para seguir em frente
E percebe que nada é de tamanha importância
Que não se aprenda a viver sem!

Logo... Logo conhece pessoas como você
E compreende que às vezes rumou pelo caminho adverso
Buscando o entendimento de algo impuro
Que nem você mesmo, é conhecedor.

Em seguida divulga que há pessoas incríveis
Omitidas, ofuscadas por detrás de palavras nobres
De olhos sensíveis
De digitações doces e inocentes
De corações puros e imensos
Que pensam como você
Que almejam, tanto quanto você...

E mais...

Percebe com o decorrer da caminhada
Que, esta, pela história contada
É o mundo o qual vive, e
Que poucos têm o encanto de vislumbrá-la
como a mesma realmente é!
E você por sorte, é um deles...


* PS: Escrevi isso nesta madrugada de quarta para quinta, logo adianto que poderá haver modificações, pois está crua e descontrolada...

Precisava desabafar e eis a tradução do que estava sentindo, e claro um pouco dos meus devaneios que não fazem mal a ninguém.
                                                                   KT

domingo, 17 de abril de 2011

        Aprenda!

Se às vezes sou desligada
Aprenda a me fazer ligar
Eu apenas finjo que ver você
 É a coisa mais natural
Se eu chego séria
Aprenda a me fazer sorrir
Porque na realidade é sempre assim
Que eu quero estar com você.
Se apresento apressada
Aprenda a me pedir para ficar,
Porque no fundo eu não quero deixar você mudar.
Se eu insinuo alguma dúvida,
Aprenda a me fazer crer.
Eu preciso sentir que em você existe a certeza de mim.
Se eu magôo você,
Aprenda a me fazer perdoar.
Creia que eu sofro, duplamente com isso.
Se você fala e eu ironizo.
Aprenda a calar,
Assim, você me dará a oportunidade de um gesto.
Se digo que TE AMO,
Aprenda a ouvir isso...
Porque é a primeira vez que estou falando de amor.
Se eu me mantenho calada,
Aprenda a ler nos meus olhos.
Eles jamais conseguirão mentir...
E se alguma vez eu lhe pedir para aprender alguma coisa.
Não diga nada...
Dê um sorriso,
E eu aprenderei a ler no seu sorriso.
Que você me ama.


Diário de Fernanda Conceição!