sábado, 12 de abril de 2014

Talvez eu só esteja precisando de uma certeza, de um carinho, de uma verdade. Talvez isso tudo não me complete, não me erga. Esses sentimentos que ficam pairando, propiciam pensar onde estamos, se vale a pena o que estamos fazendo, se o teu melhor vale a pena o que estas recebendo.
Se tudo estivesse bem, não teriam essas ideias, as lágrimas seriam doces, as noites seriam curtas, os beijos eternos, os abraços seguros... Mas tudo está se tornando oco, frio e seco.
Onde isso tudo vai chegar, será que vale a pena?
Venho me perguntando, venho me questionando, me enganando...
Onde está aquela amor, aquele carinho, aquela recíproca. Onde está?
Foi por tal que eu me apaixonei, foi por isso que eu larguei boa parte dos planos, que refiz minha vida através daquele ponto de partida.
Em pensar que a mascara um dia cai, comecei a perceber o quanto vem doendo, o quanto eu venho me enganando, dia pós dia.
Os momentos que eram para serem eternos se tornaram escassos, as noites que eram pra serem curtas, estão a cada momento mais longas e amargas, as conversas, eram pra ser calorosas se tornaram inundações da minha face, os elogios, as conversas, os desabafos nunca estiveram presentes.
Onde está esta vida, que senão nos sonhos ?
Logo, abandonar tudo parece perigoso, mas continuar é previsível a mágoa e a dor.
São seres diferentes, são almas diferentes. Uma doce, carente, sedenta de afagos, conversas, abraços, beijos, sorrisos, carinhos. Todavia outra com a lei do " as vezes", as vezes carinho, as vezes vontade, mas só as vezes. E com isso venho em enganando, me contentando com um " as vezes".
Quanto tempo esse "as vezes"  vai me completar ? 
Só queria um pra sempre!