domingo, 6 de novembro de 2011

Flor de tapera

Repontava no céu a névoa perolar
Ressurgia na mata a face de flor
Brilhava nos bosques aguado luar
Enxugava o cerne do cantador

Um olhar...
Bastou apenas um olhar luzeiro
Com os ares cheios de campo,
O verde cobria o terreiro
Que beijava o céu com seu manto

A  brisa, essa que congela a alma
Acariciava sua face em flor
Lembrando o bel encanto brazino
No carmim dos lábios  de amor

Verte no catre a fluente mágoa
Que sorve um amargo nessas manhãs frias
O desejo  de prosa se fez confidente
Diante da lua nessa ventania

E se acaso a luz lúcida do olhar
Reluzir caminhos por arvoredos
Revele em sonho teu aroma em flor
Rebrotando no catre bel dos segredos.

Pois nestas lidas me basta os versos
Que transitam na mente esse meu sonhar
Me deixe contigo fazer redondilhas
Permita que eu cante pra te cortejar

Não chores se um dia ofuscar em segredo
Sem ter por supuesto um dia narrado
Mas as luas revelam a sina dos anos
Transpondo  na face o ser figurado.

Não esqueça chinoca, as juras que fiz
Tampouco as aguadas que hoje enxuguei
O que sinto é sincero, hoje sim eu te quero
Meu amor te venero, e por fim partirei...


Mais nova... Por Andorinha KCH

Nenhum comentário:

Postar um comentário