sexta-feira, 1 de abril de 2011

          Alma Pensante

Palavras soltas

em noites solitárias.

Momentos em que eu precisava

de alguém que me olhasse nos
olhos e me dissesse
que a dor iria passar.

Que me proporciona-se um afago doce
e cantarolasse palavras bonitas ate eu dormir.
Num mundo onde as andorinhas cantassem
ao meu ouvido.

Onde os homens esquecessem 
as armas e usassem
rosas vermelhas em seus lugares..
Bom seria mesmo se não houvessem
limites, que fosse-mos livres
Como as borboletas,  com o odor
das violetas.

Ter o aroma do lírio, a semente que sorve
florindo  os pastos, encantando os olhos.
Carregar o brilho no olhar
como uma chama, um vulcão.
Escutar o vendo que soa nos ouvidos
entender a magia de seus ruídos

Eles hoje berram
Passar, contudo, a compreender  
que o ritmo das batidas somos 
nós quem ordenamos
Aprender a vislumbrar a beleza
de um desabrochar em seu tempo limite.
Passar a noite desfrutando
das geometrias estrelares
como as do teu corpo
Ressaltando as cores e os sabores, com 
a textura molhada de teus lábios, 
o riso meigo e tua fala mansa.
Olhar pela janela e observar a tranquila
paisagem, que la fora se estabelece.
Recitar um poema de amor, onde o
aflorar do sentimentos esteja em alta.
Poder sussurrar aos teus ouvidos 
a magia do meu sentimento.
Acariciar teu cabelo,
detectar  teu cheiro, aquele o
qual não sai da minha mente nem
por um milésimo de segundo
O que me enlouquece só em ser lembrado.
Talvez hoje eu precise mesmo de tua fala mansa
Todavia, apenas a brisa já me recompensa.
Lembro da tua pele aveludada tocando na minha
como uma pena suave...  
Os teus olhos cegando os meus, 
ofuscando tudo ao redor...
Teu semblante no espelho da sanga
brilhante sereno como a lua pontiando o céu.
E hoje são apenas palavras soltas, pois o que muito pertenceu-me antes, não cabe-me mais!

Katherine Hernandorena        
  

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