quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

 História surpreendente!

Ela nem sabia como começar a relatar. Simplesmente estava apavorada, abismada, entrando realmente em parafusos.
Achava que tinha feito a maior burrada da sua vida, ou talvez não!
Descobriu um sentimento, em meio a tantos outros, um mais forte que havia já ela dado-se o luxo de sentir.
Calma, ela jurou que ia explicar.
Estava ela, olhando suas atualizações do blog, quando de repente uma postagem lhe chamou a atenção. Foi lendo, foi vivendo aquele momento, foi então que dispararam-se seus batimentos, sufocando-a, mas persistia ela lendo aquele relato...quando terminou, já debruçada em lágrimas, leu: “E estas são minhas últimas palavras” .
Chorou tanto que seu pranto foi a confundindo o pensamento até que teve de se deitar um pouco. Olhou para o lado e estava lá, a experiência que tinha feito, lembrou-se dos momentos,  até reviveu alguns, chorou mais um pouco...
Existem coisas, na verdade pessoas, que passam na vida dos seres despercebidas em meio a multidão, na verdade a falta delas pouco nota-se, todavia há outras que deixam uma marca como uma cicatriz, uma estria na pele humana, no sentimento e até mesmo na alma.
Algumas pessoas podem não entender o que esta sendo passado, mas estava ela relatando, ainda abismada, ainda incrédula, o que estava vivenciando.
Quiçá ela nem tenha notado o que era entregue, contudo sabia os riscos e as eventualidades. Estava convicta que estava diante de algo que pensava longe, que tinha sonhos longos, que sempre queria mais, mas que também chorava como uma criança ingênua e arisca.

Foi além, leu novamente aquele relato que intitulava-se por “Apenas um engano” escrito em 13 de dezembro de 2010, uma segunda feira... Procurou algo mais, mas as palavras eram claras E estas são minhas últimas palavras”... hesitou por uns segundos, e só teve coragem pra relatar o acontecido após três dias já tendo se passado...

Sabia ela que não era a melhor pessoa do mundo para registrar o acontecido, pois quando a mesma está confusa, ou apavorada - que era o caso - ficava enrolada com as palavras e até conseguia demonstrar o que estava sentindo, mas não com tanta facilidade!

Todavia, pensava ela que era melhor assim, pois...

      

- Ela é nova e esta entrando na faculdade!
- Ele esta se formando
- Ela quer conhecer o mundo
- Ele já conhece boa parte
-Ela chora quando se machuca
-Ele consente e até deixa escapar um sorriso
- Ela é confusa e não tem medo de arriscar
-Ele gesticula, pensa nos prós e contras
- Ela sonha em aprender a tocar violão, ou porque não violino!
- Ele da aulas
- Ela sonha em sumir no mundo e o conquistar
- Ele quer uma família e um bom vinho
- Ela perde-se em seus pensamentos e acha isso muito surpreendedor
- Ele procura sempre uma explicação óbvia para o inevitável
...
E assim os argumentos vão se contradizendo. Pessoas erradas na hora certa, pessoas certas na hora errada... Ela só quer ser adolescente enquanto pode e ele, mesmo tentando acompanha - lá já não surpreende-se das descobertas que a mesma faz...

Pena que foram suas últimas palavras...E por visto as dela também!

Katherine Hernandorena

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